Kiss: Alive?

abril 11, 2009

Depois de um longo e tenebroso inverno sem posts, não posso deixar de observar a passagem desse tal “Kiss” por nosso país. Diga-se de passagem, jamais gostei da banda. Talvez o humilde autor deste texto seja a exceção à regra, pois quase todos os bangers idolatram Gene Simmons e sua turma.

kiss_01O Kiss é o exemplo clássico de como os headbangers são contraditórios e incoerentes em alguns aspectos. A maioria deles odeia e despreza as bandas que, segundo seus olheres críticos,  se venderam ao mercado mainstream ou mudaram seu som com o escopo de alavancarem suas vendas. E adoram Kiss.

Entretanto, não é por que o Kiss é extremamente comercial e tem uma lista imensa de produtos com sua marca – desde escovas de dentes até caixões  -, ou em razão de inventarem uma turnê caça- níquel comemorativa de 35 anos de banda, que não respeito a banda. Atualmente, sem dúvida, não criam nada relevante para o rock pesado mundial, possuem a única e exclusiva preocupação de visitar países como o nosso e lucrar com sua história.

A música é uma das formas mais nobres de arte e deve ser vista deste modo. O artista necessita ser sincero com sua criação, a partir do momento que o intuito do seu trabalho se volta para tendências mercadológicas e acumular dinheiro passa a ser mais importante do que sua arte, a música se torna falsa. A satisfação pessoal do músico deve vir em primeiro lugar e o dinheiro, consequência.